
Ciencia y Educación
(L-ISSN: 2790-8402 E-ISSN: 2707-3378)
Vol. 7 No. 2.2
Edición Especial II 2026
Página 929
analyze the effects of a twelve-week strength-
training plan on neuromuscular and perceptual
indicators in ultramarathon trail runners. A
quasi-experimental pretest–posttest design
without a control group was applied with a
sample of twelve runners who completed a
periodized program divided into phases of
anatomical adaptation, maximal strength,
strength endurance and maintenance. The
evaluated variables included the height of the
countermovement jump, the isometric strength
of the lower limbs, the stability of the core,
perceived fatigue and subjective effort. The
analyses revealed consistent improvements in
force production capacity and central stability,
as well as meaningful reductions in perceptual
indicators. In addition, participants increased
their neuromuscular performance and
decreased their levels of perceived fatigue and
subjective effort, which confirmed the
effectiveness of the applied program. Likewise,
the intervention produced large effect sizes in
neuromuscular variables and showed moderate
associations between some functional
improvements and perceptual changes.
Consequently, the evaluated strength-training
plan constitutes a relevant and applicable
methodological proposal for ultratrail runners,
because it responds to the specific demands of
this discipline and contributes to optimizing
performance under conditions of high physical
demand.
Keywords: Strength training,
Ultramarathon, Trail running,
Neuromuscular performance, Datigue.
Sumário
O ultratrail apresenta exigências fisiológicas,
biomecânicas e neuromusculares que requerem
programas de força estruturados e adaptados à
complexidade do terreno montanhoso.
Portanto, o objetivo deste estudo consistiu em
analisar os efeitos de um plano de treinamento
de força de doze semanas sobre indicadores
neuromusculares e perceptuais em corredores
de ultramaratona de trail running. Aplicou-se
um delineamento quase-experimental pré-teste
e pós-teste sem grupo controle, com uma
amostra de doze corredores que completaram
um programa periodizado em fases de
adaptação anatômica, força máxima,
resistência de força e manutenção. As variáveis
avaliadas incluíram a altura do salto com
contramovimento, a força isométrica dos
membros inferiores, a estabilidade do core, a
fadiga percebida e o esforço subjetivo. As
análises revelaram melhorias consistentes na
capacidade de produção de força e na
estabilidade central, além de reduções
relevantes nos indicadores perceptuais.
Ademais, os participantes aumentaram seu
desempenho neuromuscular e reduziram seus
níveis de fadiga percebida e esforço subjetivo,
o que confirmou a eficácia do programa
aplicado. Do mesmo modo, a intervenção
gerou elevados tamanhos de efeito nas
variáveis neuromusculares e mostrou
associações moderadas entre algumas
melhorias funcionais e alterações perceptuais.
Consequentemente, o plano de força avaliado
constitui uma proposta metodológica
pertinente e aplicável para corredores de
ultratrail, pois responde às demandas
específicas da modalidade e contribui para
otimizar o desempenho em condições de alta
exigência.
Palavras-chave: Treinamento de força,
Ultramaratona, Trail running, Desempenho
neuromuscular, Fadiga.
Introducción
El trail running de ultramaratón presenta
exigencias fisiológicas, biomecánicas y
neuromusculares que superan de manera
considerable a las observadas en modalidades
de resistencia tradicionales, debido a que
combina ascensos prolongados, descensos
técnicos y superficies irregulares que modifican
la mecánica de carrera y aumentan el estrés
musculoesquelético en cada fase del recorrido
(Daniel et al., 2024; Diermeier et al., 2018;
Kupchak et al., 2014; Ward, 2022). Además,
los corredores enfrentan condiciones
ambientales variables y altimetrías
pronunciadas que incrementan el costo
energético del desplazamiento, por lo que la