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digital visibility. While there is a strong
symbolic identification with heritage,
initiatives to enhance its value lack
participatory planning, which limits their
potential for tourism and sustainability.
Furthermore, intergenerational tensions are
evident in how heritage is experienced, along
with concerns about potential
commodification.
Keywords: Living heritage, Experiential
tourism, Cultural identity, Saint Lucia,
Community-based tourism, Sustainability.
Sumário
Esta pesquisa analisa o potencial do patrimônio
vivo como eixo estratégico para o
desenvolvimento do turismo experiencial em
áreas rurais do litoral equatoriano, utilizando o
cantão de Santa Lucía (Guayas) como estudo
de caso. O trabalho integra um projeto conjunto
entre a Universidade de Guayaquil e o Governo
Municipal Autônomo Descentralizado de Santa
Lucía. Uma metodologia mista foi
desenvolvida em duas fases: a primeira
consistiu em um diagnóstico técnico dos
recursos culturais, aplicando critérios como
valor histórico, autenticidade, estado de
conservação, acessibilidade e potencial
interpretativo; a segunda explorou as
percepções da comunidade sobre o patrimônio
por meio de questionários estruturados e
entrevistas semiestruturadas. Os resultados
revelam um significativo patrimônio tangível e
intangível, evidenciado em espaços como o
Museu Arqueológico Municipal, a Igreja
Matriz, o rodeio tradicional, a gastronomia
tradicional e as festas religiosas. Contudo, essa
riqueza cultural contrasta com a ausência de
políticas turísticas institucionalizadas, baixos
níveis de engajamento comunitário ativo e
fragilidades generalizadas em infraestrutura,
sinalização e visibilidade digital. Embora haja
uma forte identificação simbólica com o
patrimônio, as iniciativas para valorizar esse
patrimônio carecem de planejamento
participativo, o que limita seu potencial para o
turismo e a sustentabilidade. Além disso,
tensões intergeracionais são evidentes na forma
como o patrimônio é vivenciado, juntamente
com preocupações sobre a possível
mercantilização.
Palavras-chave: Patrimônio vivo, Turismo
de experiência, Identidade cultural, Santa
Lúcia, Turismo de base comunitária,
Sustentabilidade.
Introducción
En las últimas décadas, el turismo cultural ha
experimentado una transformación profunda,
desplazándose progresivamente desde una
lógica de consumo pasivo centrada en
monumentos, museos y patrimonios estáticos,
hacia una práctica más dinámica, relacional y
crítica. Esta evolución responde a las nuevas
demandas de los viajeros contemporáneos,
quienes, más allá del ocio tradicional, buscan
experiencias significativas, inmersivas y
emocionalmente conectadas con los territorios
y sus comunidades (Richards, 2018). En este
contexto, emerge con fuerza el concepto de
turismo experiencial, entendido como aquella
modalidad que prioriza el contacto auténtico, la
participación y la vivencia directa de los valores
culturales, sociales y simbólicos de los destinos.
En paralelo, se ha revalorizado el papel del
patrimonio cultural inmaterial; también
denominado patrimonio vivo, como un
componente esencial para el diseño de
propuestas turísticas sostenibles e identitarias.
Según la Convención para la Salvaguardia del
Patrimonio Cultural Inmaterial (UNESCO,
2003), este tipo de patrimonio comprende las
expresiones, saberes, rituales, lenguajes,
prácticas comunitarias y conocimientos
tradicionales que son transmitidos de
generación en generación y recreados de forma
constante por las comunidades. El turismo, en
esta línea, se presenta no solo como una
herramienta para la dinamización económica
local, sino también como una vía para la
revalorización simbólica y la resignificación de
identidades históricamente invisibilizadas.