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adolescente, favoreciendo la reconstrucción de
su identidad y su adaptación social. Asimismo,
se evidencia que la resignificación identitaria
actúa como un mediador clave en la
reintegración social, consolidándose como un
eje central en los procesos de intervención en
justicia juvenil.
Palabras clave: Justicia juvenil,
Intervención psicológica, Resignificación
identitaria.
Abstract
This study aimed to analyze psychotherapeutic
processes in juvenile detention settings from
the perspective of child and adolescent
psychological intervention and a restorative
justice approach, with an emphasis on identity
redefinition and the adolescent's social
reintegration. A quantitative, non-
experimental, descriptive-correlational study
was conducted with a sample of 80 adolescents
serving socio-educational measures. The
results showed that 57.5% had a medium level
of perception of the psychotherapeutic
processes, 27.5% a high level, and 15.0% a low
level. Regarding identity redefinition, 55.0%
were at a medium level, 27.5% at a high level,
and 17.5% at a low level. With respect to social
reintegration, 60.0% showed a medium level,
27.5% a high level, and 12.5% a low level. The
correlational analysis revealed positive and
statistically significant relationships between
psychotherapeutic processes and identity
redefinition (r=0.68; p<0.01), between identity
redefinition and social reintegration (r=0.72;
p<0.01), and between psychotherapeutic
processes and social reintegration (r=0.65;
p<0.01). It is concluded that psychological
intervention and the restorative approach
contribute significantly to the adolescent's
transformation, fostering the reconstruction of
their identity and their social adaptation.
Furthermore, it is evident that identity
redefinition acts as a key mediator in social
reintegration, establishing itself as a central
axis in juvenile justice intervention processes.
Keywords: Juvenile justice, Psychological
intervention, Identity redefinition.
Sumário
Este estudo teve como objetivo analisar os
processos psicoterapêuticos em centros de
detenção juvenil sob a perspectiva da
intervenção psicológica na infância e
adolescência e da abordagem da justiça
restaurativa, com ênfase na redefinição da
identidade e na reintegração social do
adolescente. Realizou-se um estudo
quantitativo, não experimental, descritivo-
correlacional, com uma amostra de 80
adolescentes submetidos a medidas
socioeducativas. Os resultados mostraram que
57,5% apresentaram um nível médio de
percepção dos processos psicoterapêuticos,
27,5% um nível alto e 15,0% um nível baixo.
Em relação à redefinição da identidade, 55,0%
apresentaram um nível médio, 27,5% um nível
alto e 17,5% um nível baixo. Quanto à
reintegração social, 60,0% apresentaram um
nível médio, 27,5% um nível alto e 12,5% um
nível baixo. A análise correlacional revelou
relações positivas e estatisticamente
significativas entre os processos
psicoterapêuticos e a redefinição da identidade
(r=0,68; p<0,01), entre a redefinição da
identidade e a reintegração social (r=0,72;
p<0,01) e entre os processos psicoterapêuticos
e a reintegração social (r=0,65; p<0,01).
Conclui-se que a intervenção psicológica e a
abordagem restaurativa contribuem
significativamente para a transformação do
adolescente, promovendo a reconstrução de sua
identidade e sua adaptação social. Além disso,
fica evidente que a redefinição da identidade
atua como um mediador fundamental na
reintegração social, estabelecendo-se como um
eixo central nos processos de intervenção no
sistema de justiça juvenil.
Palavras-chave: Justiça juvenil, Intervenção
psicológica, Redefinição da identidade.
Introducción
La comprensión del adolescente en conflicto
con la ley ha sido históricamente abordada
desde enfoques reduccionistas que tienden a
etiquetar al sujeto como “delincuente”, lo cual
implica una simplificación de procesos