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infrastructure, equipment, balanced workload,
and recognition of effort, generating a sense of
precariousness and unease. Added to this is
geographical and professional isolation, where
distance from urban centers, adverse climatic
conditions, and limited technological
connectivity lead to social disconnection,
operational difficulties, and scarce
opportunities for professional exchange and
development. In the cultural and social sphere,
personnel experience respect and good
relations with indigenous communities, which
strengthens their sense of purpose; However,
they perceive a lack of institutional and
governmental support, leading to demotivation
and a feeling of vulnerability. Furthermore,
financial compensation and development
opportunities are considered insufficient,
generating frustration and reinforcing the
perception that work in the Amazon is
temporary and unattractive. Finally, although
many express an intention to stay, this decision
is not always accompanied by satisfaction,
revealing periods of employment driven more
by necessity or a desire for stability than by
genuine well-being.
Keywords: Staff retention, Staff turnover,
Working conditions, Amazon region, Public
health.
Sumário
Este estudo visa identificar os principais
desafios que influenciam a retenção de
profissionais de saúde na região amazônica. A
metodologia envolveu uma abordagem mista.
Foi utilizada amostragem probabilística
estratificada com uma amostra de 384
profissionais de instituições públicas na
Amazônia equatoriana. A análise das cinco
dimensões revela que a retenção de
profissionais de saúde na Amazônia é
determinada por fatores estruturais que afetam
tanto o desempenho no trabalho quanto o bem-
estar pessoal. Primeiramente, as condições de
trabalho apresentam uma dualidade: embora
existam espaços e recursos básicos, persistem
deficiências em infraestrutura, equipamentos,
distribuição equilibrada da carga de trabalho e
reconhecimento do esforço, gerando um
sentimento de precariedade e insegurança.
Soma-se a isso o isolamento geográfico e
profissional, onde a distância dos centros
urbanos, as condições climáticas adversas e a
conectividade tecnológica limitada levam à
desconexão social, dificuldades operacionais e
escassas oportunidades de intercâmbio e
desenvolvimento profissional. Na esfera
cultural e social, os profissionais vivenciam
respeito e boas relações com as comunidades
indígenas, o que fortalece seu senso de
propósito; no entanto, percebem uma falta de
apoio institucional e governamental, o que leva
à desmotivação e a um sentimento de
vulnerabilidade. Além disso, a remuneração
financeira e as oportunidades de
desenvolvimento são consideradas
insuficientes, gerando frustração e reforçando a
percepção de que o trabalho na Amazônia é
temporário e pouco atrativo. Por fim, embora
muitos manifestem a intenção de permanecer,
essa decisão nem sempre é acompanhada de
satisfação, revelando períodos de trabalho
motivados mais pela necessidade ou pelo
desejo de estabilidade do que por um bem-estar
genuíno.
Palavras-chave: Retenção de pessoal,
Rotatividade de pessoal, Condições de
trabalho, Região amazônica, Saúde pública.
Introducción
En el corazón de Sudamérica, la Amazonía
ecuatoriana combina una de las mayores
riquezas biológicas del planeta con profundas
desigualdades sociales y sanitarias que ponen a
prueba la capacidad de su sistema de salud
(Mestanza et al., 2020). En sus vastos
territorios, donde muchas comunidades solo son
accesibles por vía fluvial y carecen de
infraestructura básica, la atención sanitaria
depende en gran medida de puestos de salud
atendidos por agentes comunitarios o técnicos
de enfermería, con una limitada presencia de
médicos permanentes. Sousa et al. (2022)
afirman que esta realidad se da en un contexto
nacional que atraviesa una rápida transición
demográfica: el 61% de la población está en